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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Os meus sinceros agradecimentos a todos os que souberam aproveitar "as pedras" que lhes dei...


Agradeço muito a todos e todas os(as) colegas pela vossa participação que tem sido intensa.
Fico, sinceramente, muito feliz quando me compreendem e, ainda por cima, colaboram de forma tão calorosa!!!
Os meus sinceros agradecimentos!! Orgulho-me (tomo esse direito), de dizer que consegui transformar "algo" nos meus formandos!!! A prova está aqui bem patente.
O trabalho foi todo vosso, podem crer!! Eu acreditei em todos vós porque tinha absoluta certeza de que seriam capazes. E foram mesmo!!! Estão a ver???? Eu "dei-vos as pedras" e todos souberam "o que fazer com elas"... ;-))
Beijinhos e o meu obrigada a todos!!!



"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história.É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.É saber falar de si mesmo.É ter coragem para ouvir um 'não'.É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Ainda Fernando Pessoa

Que grande poeta..e que oportuno...
Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935)

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.E que posso evitar que ela vá a falência.Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas esse tornar um autor da própria história.É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.É saber falar de si mesmo.É ter coragem para ouvir um 'não'.É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Carta de Amor de FERNANDO PESSOA à sua namorada Ophélia (como se namorava em 1920!)


Meu Be«be»zinho lindo:
Não imaginas a graça que te achei hoje á janella da casa de tua irmã! Ainda bem que estavas alegre e que mostraste prazer em me ver (Alvaro de Campos).
Tenho estado muito triste, e além d'isso muito cansado - triste não só por te não poder ver, como tambem pelas complicações que outras pessoas teem interposto no nosso caminho. Chego a crer que a influência constante, insistente, habil d'essas pessoas; não ralhando contigo, não se oppondo de modo evidente, mas trabalhando lentamente sobre o teu espirito, venha a levar-te finalmente a não gostar de mim. Sinto-me já differente; já não és a mesma que eras no escriptorio. Não digo que tu propria tenhas dado por isso; mas dei eu, ou, pelo menos, julguei dar por isso. Oxalá me tenha enganado...
Olha, filhinha: não vejo nada claro no futuro. Quero dizer: não vejo o que vãe haver, ou o que vãe ser de nós, dado, de mais a mais, o teu feitio de cederes a todas as influencias de familia, e de em tudo seres de uma opinião contraria á minha. No escriptorio eras mais docil, mais meiga, mais amoravel.
Enfim...
Amanhã passo á mesma hora no Largo de Camões. Poderás tu apparecer á janella?
Sempre e muito teu
Fernando
27/4/1920

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Não sou nada.

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
...
in "Tabacaria" de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Subscrevo completamente. Maria Celeste Monteiro, formadora de informática.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Outra visão de Fernando Pessoa por Júlio Pomar.

Já agora, que a Isabel nos mostrou uma visão de Fernando Pessoa por Júlio Pomar, eu descobri uma outra também de Júlio Pomar. Pena que a foto não seja muito boa, o quadro está em perspectiva mas, ainda assim, pode ver-se razoavelmente bem. (espero)


Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


in "
Cancioneiro" de Fernando Pessoa

"Mar Português" ou "Tudo vale a pena se a alma não é pequena"

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

in "Mensagem", de Fernando Pessoa

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

"Natal" de Fernando Pessoa


Natal

O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,

Cada tua badalada

Soa dentro de minha alma.


E é tão lento o teu soar,

Tão como triste da vida,

Que já a primeira pancada

Tem o som de repetida.


Por mais que me tanjas perto

Quando passo, sempre errante,

És para mim como um sonho.

Soas-me na alma distante.


A cada pancada tua,

Vibrante no céu aberto,

Sinto mais longe o passado,

Sinto a saudade mais perto.



Fernando Pessoa

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mar Português

Mar Português

Ó mar salgado,
quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos,
quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa, in Mensagem

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"O SONHO DO INFANTE"


Cerca de 1906 José Malhoa, em pintura no teto do Museu Militar de Lisboa, colocará Vossa Mercê nos rochedos de Sagres a contemplar as ondas, a mirar o longe, a meditar. Chamará à obra “O Sonho do Infante”. Vossa Mercê pode ser isto ou aquilo mas, se bem vos conheço, lá contemplativo é que não sois. Romantismos...

Pouco mais de quatro séculos depois da vossa morte, de vós dirá também Fernando Pessoa:

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Fernando Pessoa


Isto
Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está de pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!
Fernando Pessoa