quarta-feira, 4 de março de 2009


Ivone Silva
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Maria Ivone da Silva Nunes Viana, mais conhecida simplesmente por Ivone Silva, foi uma actriz portuguesa conhecida pelo seu trabalho humorístico na televisão e teatro de revista. Filha de José António da Silva, também actor, e de Ermelinda Nunes, nasceu a 24 de Abril de 1935 em Paio Mendes, aldeia situada no concelho de Ferreira do Zêzere e veio a falecer em Lisboa a 20 de Novembro de 1987 de cancro da mama.
A figura ímpar e excepcional de Ivone Silva ficou estreitamente ligada a outro grande humorista português Camilo de Oliveira com o dueto crítico e muito engraçado dos dois alcoólicos Agostinho e Agostinha intitulado «Ai Agostinho, ai Agostinha» na série televisiva portuguesa «Sabadabadu

IRENE CRUZ -ACTRIZ DE REFERÊNCIA


Irene Cruz
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Irene Cruz (Sacavém, 6 de Setembro de 1943) é uma actriz portuguesa.
Estreou-se no teatro em 1959 interpretando uma peça do suíço Friedrich Dürrenmatt, A Visita da Velha Senhora no Teatro Nacional D. Maria II (Companhia Amélia Rey Colaço - Robles Monteiro). Por volta de 1960 colabora na Companhia de Teatro Infantil O Gerifalto, interpretando variadíssimas peças sob a direcção de A. Manuel Couto Viana, nos Teatros Monumental e Trindade. Conclui em 1961 o Curso de Teatro do Conservatório Nacional, após o que interpreta na Companhia Nacional de Teatro O Príncipe de Honburgo de Kleist e O Pai de Strindberg.
Passou pelo teatro musical no Parque Mayer, até 1963, trabalhando junto de Eugénio Salvador, Ribeirinho ou Aida Baptista. Foi uma das fundadoras do Teatro Aberto, em Lisboa, em 1974, tendo aí interpretado, na peça inaugural, o papel de Grucha Vashnadze em O Círculo de Giz Caucasiano de Bertolt Brecht.
Depois de várias peças de teatro para televisão, tem participado mais recentemente, em diversos trabalhos da estação TVI, designadamente nas novelas Todo o Tempo do Mundo (1998), Jardins Proibidos (2000), Filha do Mar (2001), Tudo por Amor (2002), Baía das Mulheres (2004) e Os Serranos (2005), bem como ainda no telefilme da SIC, Aniversário, de Mário Barroso (2000).
No cinema particpou em filmes de Jorge Brum do Canto (Retalhos da Vida de Um Médico - 1962 e Fado Corrido - 1964) e Augusto Fraga (Raça - 1961).
Com experiência também no campo do ensino, em Portugal e no estrangeiro, foi agraciada pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Cruz de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 8 de Março de 2002, Dia Internacional da Mulher. É irmã da também actriz Henriqueta Maia.

[editar] Ligações externas

SOFIA ESCOBAR,actriz portuguesa,foi considerada a M elhor Actriz

Sofia Escobar espera que o prémio de Melhor Actriz de Teatro Musical, atribuído pelo portal de espectáculos britânico Whatsonstage, lhe abra portas para trabalhar na televisão e no cinema.
«Não sei se será um passaporte para a fama (...). Mas de certeza que se abrirão bastantes mais portas», diz a actriz portuguesa à agência Lusa sobre as consequências de vencer o prémio.
Em teatro musical, Mary Poppins é um dos papéis que gostaria de representar no futuro. «Gostava agora de participar num musical com um final feliz porque este é um bocadinho dramático e é muito cansativo ter de o fazer todos os dias», confessa.
«Mas também gostava de tentar televisão e cinema, quem sabe um dia gravar um CD. Enfim», exclama, «sonhos não faltam!». A mudança de agente, que partilha agora com, por exemplo, o actor inglês Joseph Fiennes, poderá dar outro impulso à carreira, tendo já recebido propostas, que preferiu não revelar.
Sofia Escobar foi considerada a Melhor Actriz de Teatro Musical, numa eleição organizada pelo portal de espectáculos britânico Whatsonstage pelo seu desempenho de Maria no «West Side Story», actualmente em digressão pelo país.
A artista, de 28 anos e natural de Guimarães, ganhou o título numa votação online pelo público que teve a participação de 35 mil pessoas, depois de ser nomeada para o lote de finalistas por um conjunto de críticos e espectadores.
Sofia Escobar é também candidata ao prestigiado Prémio Laurence Olivier para a Melhor Actriz de Teatro Musical, nomeação que a actriz recebeu com «grande surpresa» e «grande honra».

Palmira Bastos


Palmira Martins de Sousa Bastos
(1875-1967)


Actriz de teatro portuguesa, filha de pais espanhóis, gente modesta que fazia teatro de terra em terra. Ele de Valhadolide e a mãe de Santiago de Compostela. Passavam perto de Alenquer quando a mãe sentiu as dores de parto. Como era a terceira filha, o pai, antevendo mais despesas desapareceu, antes de ver o bebé. A mãe procurou trabalho em Lisboa, como costureira e à noite actuava como corista no Teatro Trindade. Conheceu o empresário António Sousa Bastos quando passou para o Teatro da Rua dos Condes. Maria da Conceição (Palmira mais tarde) ia com a mãe e o teatro foi o seu lar. Nunca desejou ser mais nada. Quando aos 15 anos teve oportunidade, subiu ao palco. Era o dia 18 de Julho de 1890 depois foi uma carreira de sucesso ininterrupta. Em 1893 passa para o Teatro Nacional de D. Maria III e vai na sua primeira digressão ao Brasil. Casou, em 1894 com o empresário Sousa Bastos, mais velho trinta anos. Palmira Bastos, de seu nome artístico teve um repertório variado e era tão brilhante na revista como na tragédia. Em 1920 passa para a Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro. Em 1965 festejou com brilho e repercussão no País os seus 90 anos, e 75 de carreira. Teve grandes homenagens num país normalmente pouco dado a reconhecer em vida o mérito dos seus maiores. Palmira Bastos era amiga da rainha D. Amélia e quando a ex-rainha esteve em Portugal, nos anos 40, ambas recordaram as actuações brilhantes da actriz. Palmira Bastos trabalhou praticamente até ao fim da vida, sempre lúcida e entusiasmada. É mais um dos nomes maiores do Teatro português.

Palmira Bastos


Palmira Martins de Sousa Bastos
(Atriz portuguesa)
1875-1967

Atriz de teatro portuguesa, filha de pais espanhóis, gente modesta que fazia teatro de terra em terra. Ele de Valhadolide e a mãe de Santiago de Compostela. Passavam perto de Alenquer quando a mãe sentiu as dores de parto. Como era a terceira filha, o pai, antevendo mais despesas desapareceu, antes de ver o bebé. A mãe procurou trabalho em Lisboa, como costureira e à noite actuava como corista no Teatro Trindade. Conheceu o empresário António Sousa Bastos quando passou para o Teatro da Rua dos Condes. Maria da Conceição (Palmira mais tarde) ia com a mãe e o teatro foi o seu lar. Nunca desejou ser mais nada. Quando aos 15 anos teve oportunidade, subiu ao palco. Era o dia 18 de Julho de 1890 depois foi uma carreira de sucesso ininterrupta. Em 1893 passa para o Teatro Nacional de D. Maria III e vai na sua primeira digressão ao Brasil. Casou, em 1894 com o empresário Sousa Bastos, mais velho trinta anos. Palmira Bastos, de seu nome artístico teve um repertório variado e era tão brilhante na revista como na tragédia. Em 1920 passa para a Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro. Em 1965 festejou com brilho e repercussão no País os seus 90 anos, e 75 de carreira. Teve grandes homenagens num país normalmente pouco dado a reconhecer em vida o mérito dos seus maiores. Palmira Bastos era amiga da rainha D. Amélia e quando a ex-rainha esteve em Portugal, nos anos 40, ambas recordaram as actuações brilhantes da actriz. Palmira Bastos trabalhou praticamente até ao fim da vida, sempre lúcida e entusiasmada. É mais um dos nomes maiores do Teatro português.
Mário Afonso
(in Netsaber Biografias -04.03.09)

Maria do Ceu Guerra


Maria do Céu Guerra nasceu em Lisboa, onde cursou o liceu e ingressou na Faculdade de Letras de Lisboa, em Filologia Românica.

Na Faculdade começa a interessar-se pelo teatro, faz parte do Grupo Cénico onde se estreia (em 1963) na peça Assembleia ou Partida, de Correia Garção, encenada por Claude-Henri Frèches.

A Céu Guerra extrovertida, que é o tipo desta actriz no teatro, está na Crónica dos Bons Malandros. Mas guardamo-la na memória por outras zonas: O Mal Amado (talvez o seu melhor papel), Saudades para D. Genciana (onde se salva, sem bóia, do naufrágio do filme) ou esses papéis íntimos que ergueu para a televisão em A Impossível Evasão, Casino Oceano ou Só Acontece aos Outros. Uma vez soçobrou (Lerpar) e, as mais das vezes, empurrou os filmes à força do seu grande talento. (JLR, in Dicionário do Cinema). Em 1963, é um dos elementos do colectivo que arranca com o espaço da Casa da Comédia, na Rua 5. Francisco Borja, em Lisboa. Com ela estão outros amadores (Zita Duade, Manuela de Freitas, Santos Manuel, Fernanda Lapa, Teles Pereira, Francisco Ferro, Laura Soveral... ), alguns dos quais se tornariam actores de primeira linha nos anos seguintes. Sob a direcção de FernandoAmado, Céu Guerra faz Deseja-Se Mulher, de Almada Negreiros, O Auto da índia e a Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, além de colaborar em recitais de poesia.

Amélia Rey Colaço


Outra grande mulher Portuguesa foi Amélia Rey Colaço ( I898- 1990).
Foi uma rainha do palco como atriz e encnadora , casou com Robles Monteiro. F.undaram uma companhia com o nome dos dois

Palmira Bastos


Palmira Bastos
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Maria da Conceição Martinez de Sousa Bastos ou Palmira Bastos como era conhecida (Aldeia Gavinha, 30 de Maio de 1875 - Lisboa,10 de Maio de 1967), foi uma das mais conhecidas atrizes portuguesas.

Palmira Bastos foi a terceira filha de um casal de artistas de teatro espanhois que trabalhavam numa companhia ambulante. Casou com o empresário Sousa Bastos em 1894.

A sua estreia como actriz deu-se em 18 de Julho de 1890 com a peça O Reino das Mulheres de E. Blum no Teatro da Rua dos Condes. Esta estreia, foi o início de uma longa carreira de 75 anos de dedicação ao teatro, que terminou com a sua participação na peça O ciclone em 15 de Dezembro de 1966.

Distinguiu-se com as suas representações em diversos estilos (drama, comédia, opereta e revista). Participou ainda no filme mudo O Destino em 1922.

Representou no Teatro Nacional de D. Maria II, Companhia Amélia Rey Colaço -Robles Monteiro


[editar] Ver também

Olh'ó balão - A Canção de Lisboa

Eunice Muñoz


Eunice Muñoz
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Eunice do Carmo Muñoz GOIH (Amareleja, 30 de Julho de 1928) é uma actriz portuguesa de referência do teatro, televisão e cinema português e considerada uma das melhores actrizes portuguesas de todos os tempos.




Biografia
Com origens numa família de actores, Eunice Muñoz estreou-se em 1941, na peça Vendaval, de Virgínia Vitorino, com a Companhia Rey Colaço/ Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II. O seu talento é de imediato reconhecido, e admirado por Palmira Bastos, Raul de Carvalho, João Villaret ou pela própria Amélia Rey Colaço, o que lhe permite uma rápida integração na Companhia. Em 1943 contracena com Palmira Bastos em Riquezas da Sua Avó, uma comédia espanhola aportuguesada por Ascenção Barbosa, José Galhardo e Alberto Barbosa, ao que se segue, no ano seguinte, Labirinto, de Manuel Pressler. No Verão desse ano protagoniza a opereta João Ratão, ao lado de Estêvão Amarante. Continuou a coleccionar sucessos, ao lado de Maria Lalande e Irene Isidro (Raparigas Modernas, de Leandro Torrado), sendo ainda dirigida por Maria Matos em A Portuguesa, de Carlos Vale. Já aluna do Conservatório Nacional de Teatro celebriza-se em A Casta Susana, de Georg Okonkowikski. Termina o Conservatório, com 18 valores. Populariza-se no palco do Teatro Variedades, com Vasco Santana e Mirita Casimiro na peça Chuva de Filhos, de Margaret Mayo.
Em 1946 dá-se a sua estreia no cinema, aparecendo no filme de Leitão de Barros, Camões. Por esta interpretação, Eunice ganha o prémio do SNI - Secretariado Nacional de Informação, para a melhor actriz cinematográfica do ano. Um Homem do Ribatejo (1946), de Henrique Campos e Os Vizinhos do Rés-do-Chão (1947), de Alejandro Perla, são os trabalhos que se seguem.
Em 1947 ingressa na Companhia de Comediantes Rafael de Oliveira, onde é dirigida por Ribeirinho. No ano seguinte regressa ao Teatro Nacional para protagonizar Outono em Flor, de Júlio Dantas. Seguidamente Espada de Fogo, de Carlos Selvagem, encenado por Palmira Bastos, é um êxito retumbante.
Trabalha novamente no cinema, protagonizando A Morgadinha dos Canaviais, de Caetano Bonucci e Amadeu Ferrari (1949), adaptado do romance homónimo de Júlio Dinis. Participa ainda num filme de Henrique Campos.
Volta aos palcos em 1950, com a comédia Ninotchka, de Melchior Lengyel, contracenando com Igrejas Caeiro, Maria Matos e Vasco Santana. Em 1951 ingressa na Companhia do Teatro Ginásio, dirigida por António Pedro. Dessa época salienta A Loja da Esquina, de Edward Percy. Passa pelo Teatro da Trindade e retira-se por quatro anos da actividade teatral, para exclamação dos jornais, dos críticos e do público. A sua re-apariçao dá-se em Joana D' Arc, de Jean Anouilh, no palco do Teatro Avenida. Multidões perfilam-se pela Avenida da Liberdade, desejosas de obter um bilhete para ver Eunice, que a crítica aclama como genial.
Em 1957, depois da peça A Desconhecida, de Pirandello ingressa juntamente com Maria Lalande, Isabel de Castro, Maria José, Ruy de Carvalho, Fernando Curado Ribeiro e Fernando Gusmão no Teatro Nacional Popular, sob a direcção de Ribeirinho, onde interpreta Shakespeare (Noite de Reis), Júlio Dantas (Um Serão Nas Laranjeiras) e Luiz Francisco Rebello (Pássaros das Asas Cortadas), entre outros autores.
Já nos anos 60, passa para a comédia na Companhia de Teatro Alegre, ao Parque Mayer, ao lado de nomes como António Silva ou Henrique Santana. No Teatro Monumental fez O Milagre de Anna Sullivan, de William Gibson (Prémio de Melhor Actriz do SNI ex-aequo com Laura Alves - 1963).
Aparece então com regularidade na televisão, em peças repetidas por desejo expresso do público, como O Pomar das Cerejeiras, de Anton Tchekov; A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho; Recompensa, de Ramada Curto; Os Anjos Não Dormem, de Armando Vieira Pinto; ou séries, como Cenas da Vida de Uma Actriz, doze episódios de Costa Ferreira, ao lado de sua mãe, Mimi Muñoz.
Regressa à comédia, contracenando com Virgílio Teixeira e Igrejas Caeiro em Candidinho. Em 1965 Raúl Solnado funda a Companhia Portuguesa de Comediantes (CPC), no recém inaugurado Teatro Villaret. Eunice recebe o maior salário, até aqui nunca pago a uma actriz dramática: 30 contos mensais. A peça de estreia é O Homem Que Fazia Chover, de Richard Nash, encenado por Alain Oulman. Seguiram-se interpretações de Tennessee Williams e Bernardo Santareno.
Regressa ao Teatro Variedades e ao Teatro Experimental de Cascais até fundar, em 1970, com José de Castro a Companhia Somos Dois, com a qual faz uma longa tournée por Angola e Moçambique, dirigida por Francisco Russo em Dois Num Baloiço, de William Gibson. Estreia-se na encenação com A Voz Humana, de Jean Cocteau.
Em 1971 volta ao palco do Nacional (Companhia Rey Colaço/Robles Monteiro), ao lado de João Perry para fazer O Duelo, de Bernardo Santareno. No mesmo ano integra uma nova formação artística no Teatro São Luiz onde interpreta José Régio. Com a proibição pela censura, a poucas horas da estreia, de A Mãe, de Stanislaw Wiktiewicz, em que Eunice era a protagonista, o director da companhia, Luiz Francisco Rebello, demite-se e cessa a actividade desse conjunto prometedor.
Dedica-se, então, à divulgação de poetas que ama, quer em disco, quer em recitais, dando voz a Florbela Espanca ou António Nobre, voltando ao teatro para interpretar As Criadas, Jean Genet, juntamente com Glicínia Quartin e Lurdes Norberto, na encenação do argentino Victor Garcia. Integrada no Teatro Experimental de Cascais faz uma longa tournée por África, onde se contam espectáculos como A Maluquinha de Arroios, de André Brun.
Volta aos palcos portugueses apenas em 1978, integrada na companhia do reaberto Teatro Nacional D. Maria II, onde viverá êxitos enormes, interpretando peças de Donald Coburn, John Murray, Bertolt Brecht, Hermann Broch, Athol Fuggard, Eurípedes, entre outros, trabalhando com encenadores como João Perry, João Lourenço ou Filipe La Féria em Passa por Mim no Rossio (1992).
Aparecera também em vários filmes, tendo uma interpretação antológica, em Manhã Submersa, de Lauro António (1980) e Tempos Difíceis, de João Botelho (1987). Estreia-se em telenovelas com A Banqueira do Povo, de Walter Avancini (1993).
Em 1991, celebram-se os seus 50 anos de Teatro, com uma exposição no Museu Nacional do Teatro, sendo Eunice condecorada, em cena aberta, no palco do Teatro Nacional, pelo Presidente da República, Mário Soares, quando envocava, de forma magistral, a figura de Estêvão Amarante, na revista-homenagem , de Filipe La Féria.
A Maçon (1997), escrito pela romancista Lídia Jorge propositadamente para Eunice e A Casa do Lago (2001), de Ernest Thompson, encenado por La Féria são duas das suas mais recentes participações nos palcos. Em 2006 representou pela primeira vez na casa a que deu nome, o Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, com a peça Miss Daisy, encenada por Celso Cleto. Em 2007 co-protagoniza com Diogo Infante Dúvida de John Patrick Shanley, sob a direcção de Ana Luísa Guimarães no Teatro Maria Matos. Em Maio de 2008 é agraciada com o Globo de Ouro de Mérito e Excelência.

Teatro
Vendaval (1941)
Raparigas Modernas (1942)
Riquezas da Sua Avó (1943)
Frei Luís de Sousa (1943)
Labirinto (1944)
A Portuguesa (1944)
João Ratão (1944)
A Casta Susana (1945)
Chuva de Filhos (1945)
Cuidado com a Bernarda! (1946)
A Noite de 16 de Janeiro (1947)
Outono em Flor (1949)
A Loja da Esquina (1951)
João da Lua (1952)
L’Alouette (1955)
Joana d'Arc (1956)
A Continuação da Comédia (1957)
Noite de Reis (1957)
Um Serão Nas Laranjeiras (1958)
Os Pássaros de Asas Cortadas (1959)
O Pomar das Cerejeiras (1960)
O Cão do Jardineiro (1961)
Três em Lua de Mel (1961)
Os Direitos da Mulher (1962)
A Dama das Camélias (1962)
O Milagre de Ann Sullivan (1963)
Adorável Mentiroso (1963)
Mary, Mary (1964)
Recompensa (1964)
Os Anjos Não Dormem (1964)
A Candidinha (1964)
Lições de Matrimónio (1965)
O Homem Que Fazia Chover (1965)
As Raposas (1966)
Verão e Fumo (1966)
Fedra (1967)
Édipo de Alfama (1967)
Deliciosamente Louca (1967)
Oração (1969)
Os Dois Verdugos (1969)
Dois Num Baloiço (1970)
A Voz Humana (1970)
O Duelo (1971)
A Salvação do Mundo (1971)
As Criadas (1972)
A Maluquinha de Arroios (1974)
O Ser Sepulto (1976)
Xarope de Orgiata (1981)
Portugal e os Seus Poetas (1981)
Gin Game (1982)
As Memórias (19??)
Mãe Coragem e os Seus Filhos (1986)
Baton (1988)
Zerlina (1988)
Passa Por Mim no Rossio (1992)
O Tempo e o Quarto (1993)
O Caminho Para Meca (1994)
Tordesilhas - O Sonho do Rei (1995)
As Troianas (1996)
A Maçon (1997)
Madame (2000)
A Casa do Lago (2001)
Miss Daisy (2006)
Dúvida (2007)

Cinema
Camões, de Leitão de Barros (1946)
Um Homem do Ribatejo, de Henrique Campos (1946)
Os Vizinhos do Rés-do-Chão, de Alejandro Perla (1947)
A Morgadinha dos Canaviais, de Caetano Bonucci e Amadeu Ferrari (1949)
Ribatejo, de Henrique Campos (1949)
Cantiga da Rua, de Henrique Campos (1950)
O Trigo e o Joio, de Manuel de Guimarães (1965)
Manhã Submersa, de Lauro António (1980)
A Fachada, de Júlio Alves (1986)
Repórter X, de José Nascimento (1987)
Matar Saudades, de Fernando Lopes (1988)
Tempos Difíceis, de João Botelho (1988)

Televisão
A Banqueira do Povo (1993), de Walter Avancini - Dona Benta (Portagonista) - RTP
Todo o Tempo do Mundo (1999), de Tozé Martinho - Maria Sá Couto (Protagonista) - TVI
Porto dos Milagres (2001), de Aguinaldo Silva - Cigana (Participação Especial) - Rede Globo
Olhos de Água (2001), de Tozé Martinho - Natália Negrão (Elenco Principal) - TVI
Sonhos Traídos (2002), de Maria João Mira - Alice Silva (Elenco Principal) - TVI
Coração Malandro (2003), da Casa da Criação - Antónia Brás Teles (Elenco Principal) - TVI
Mistura Fina (2004), da Casa da Criação - Guadalupe Lampreia (Protagonista) - TVI
Dei-te Quase Tudo (2005), de Tozé Martinho - Amélia Capelo (Participação Especial) - TVI
Ilha dos Amores (2007), de Maria João Mira - Emília (Participação Especial) - TVI
Olhos nos Olhos (2008), de Rui Vilhena - Rosário Silva Pereira (Elenco Principal) - TVI


Bibliografia
DOS SANTOS, Victor Pavão, Biografia de Eunice Muñoz (ed. Museu Nacional do Teatro - Lisboa, ????)

Amélia Rey Colaço




Amélia Rey Colaço
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Amélia Scmidt Lafourcade Rey Colaço Robles Monteiro (Lisboa, 2 de Março de 1898Lisboa, 8 de Julho de 1990) foi uma encenadora e actriz portuguesa, considerada a mais proeminente do teatro português do século XX.

Biografia
Oriunda de famílias de aristocratas e artistas (o pai era o compositor Alexandre Rey Colaço, professor dos príncipes, a avó, a célebre Madame Reinhardt, com salão literário e musical em Berlim), Amélia recebe, desde criança, uma formação requintada.
Apaixona-se pelo teatro logo aos 15 anos, ao ver, na Alemanha, os espectáculos de Max Reinhardt. Recebe aulas de Augusto Rosa e, a 17 de Novembro de 1917, estreia-se no Teatro República (actual Teatro São Luiz), na peça Marinela, de Peres Galdós. Para fazer a personagem, uma rude vagabunda, aprende, durante meses, a andar descalça e a usar farrapos, no interior do jardim do seu palacete.
Casa, em Dezembro de 1920, com o actor Robles Monteiro. No ano seguinte os dois fundam uma companhia própria - será a mais antiga da Europa, com 53 anos de existência - a Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II.
A sua companhia é oficialmente extinta em 1988, altura em que a actriz se vê obrigada a leiloar o recheio da casa do Dafundo (cedida pela marquesa do Cadaval) e a abandoná-la, já depois de deixar, em 1968, a moradia onde nascera, na Lapa.
A 8 de Julho de 1990 morre, em Lisboa, junto da filha - a também actriz Mariana Rey Monteiro.

Mulheres que ficaram para a história
















Beatriz Costa nasceu no conselho de Mafra em 1907 penso que de um meio rural, mas cedo se envolveu no meio artístico. Pela sua autenticidade depressa se tornou uma actriz muito querida do público português represeentando vários géneros, revista, opereta, cinema, este com enormes êxitos e que ainda hoje todos vimos com agrado. Também foi famosa no Brasil, e muito acarinhada.Viajou por todo o mundo conheceu Picasso, Dali, Greta Garbo, Edith Piaf . Entre os portugueses privou e aprendeu com Almada Negreiros, Aquilino,Vitorino Nemésio e outros, foi ainda amiga íntima de Jorge Amado e família. Absorveu muito do melhor de todos estes intlectuais, escrevendo livros de crónicas com a irreverêcia que sempre a caraterizaram, sem papas na língua, como é aliás o título de um deles.Viveu os últimos anos da sua vida no hotel Tivoli em Lisboa, e morreu aos 88 anos.

terça-feira, 3 de março de 2009

Vejam lá se conhecem a máscara! ;-)

Foto do baile de máscaras do CCC, de 21 de Fevereiro.

"O Leão da Estrela" (Excerto)

Palmira Bastos

Palmira Bastos

Actriz portuguesa nascida a 30 de Maio de 1875 na aldeia da Gavinha, no concelho de Alenquer e falecida em Lisboa, a 10 de Maio de 1967. Foi uma das grandes damas do teatro nacional, tendo representado em todos os géneros, desde o drama à comédia, passando pelo teatro de revista e pela opereta. De seu nome Palmira Martinez de Sousa, era filha de artistas ambulantes espanhóis bastante humildes. Estreou-se em teatro no ano de 1890 com a peça O Reino das Mulheres, levada a cena no teatro da Rua dos Condes, em Lisboa. Em 1894, casou-se com o empresário António de Sousa Bastos, de quem enviuvaria em 1911. Voltou a contrair matrimónio em 1914 com o actor Almeida Cruz. Entre 1893 e 1920, fez inúmeras digressões pelo Brasil, país onde conheceu grande sucesso. De regresso a Portugal, optou por dedicar-se ao teatro declamado e em 1922 fez a sua única aparição cinematográfica no filme mudo O Destino de Georges Pallu. Fez parte da Companhia Amélia Rey Colaço- Robles Monteiro e em 1931, integrou os quadros do Teatro Nacional Dona Maria II. Protagonizou um dos momentos históricos da RTP quando protagonizou em directo a peça As Árvores Morrem de Pé (1960). Já nonagenária, fez a sua última aparição teatral com O Ciclone (1966). Das muitas homenagens e distinções que recebeu, destacam-se a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa, o Prémio António Pinheiro, do SNI em 1962 e a Comenda da Ordem Militar de Cristo, em 1965.

Elvira Velez





Elvira Sales Velez Pereira(1892-1981)

Actriz de teatro e cinema portuguesa, nascida em Lisboa, estreou-se apenas em 1913, no Teatro Moderno, mercê de grande insistência junto da família, que não via com bons olhos a hipótese de se dedicar à vida artística. Em 1914 já faz parte do elenco do Teatro de S. Luís com companheiros como Ângela Pinto e Chaby Pinheiro e mais tarde com outras "estrelas" dos palcos nacionais como Adelina Abranches, António Silva, Aura Abranches, Maria Matos, Vasco Santana, Brunilde Júdice, entre outros. Também trabalhou com a "grande" Palmira Bastos. Fez digressões ao Brasil e foi uma excelente actriz no género comédia. Na revista distingui-se em "Agora é que são elas" e "Abril em Portugal". Também esteve no elenco da película "Aldeia da Roupa Branca". Fez teatro radiofónico e a sua voz era conhecida de todos os portugueses. Recebeu o Prémio Lucinda Simões para Melhor Actriz, em 1970, no papel da "Titi" na peça "A Relíquia", de Eça de Queiroz, vários meses no Teatro Maria Matos. Recebeu diversas condecorações entre elas a Ordem de Santiago da Espada. Foi mãe da actriz Irene Velez, casada com outro homem da rádio e política, Igrejas Caeiro.

"O Pai Tirano" (Excerto)



Mais um clássico do cinema português de sempre. E que sempre nos faz rir!

"Pátio das Cantigas" (Excerto)

"Pátio das Cantigas" - Vasco Santana e o candeeiro



"Pátio das Cantigas" - sem dúvida nenhuma, Um dos filmes da minha vida!!!!!
Sei-o de cor desde os meus 10 anos de idade e rio-me sempre com todas as suas piadas.

Actrizes Portuguesas

Adelina Abranches
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Adelina Abranches (Lisboa, 15 de Agosto de 1866Lisboa, 21 de Novembro de 1945) foi uma actriz de teatro portuguesa.
Menina prodígio do teatro português, estreia-se aos 4 anos de idade na peça Meninos Grandes no Teatro Nacional D. Maria II. Fica conhecida como «a espanhola», devido ao traje com que se estreou no teatro. Iniciou a sua fulgurante carreira no Rio de Janeiro, representando, apesar da sua pequena figura, papéis de ingénua, «soubrettes», travestis ou damas galantes. Destacou-se em inúmeras interpretações em peças como Os Velhos, Avô, Pranto de Maria Parda, ou Dama das Camélias onde obteve grande sucesso.Em 1930 fez parte do elenco no filme mudo português “Maria do Mar” de Leitão de Barros, interpretando o papel de Tia Aurélia. Em Portugal trabalhou com Amélia Rey Colaço ao lado de Eunice Muñoz ou Estêvão Amarante. Foi casada com Luís Ruas, empresário do Teatro do Príncipe Real e mãe dos actores Luís Ruas e Aura Abranches, que publicou as as suas memórias em 1947. Foi condecorada com a Ordem de Santiago da Espada.

Teatro Português

Teatro Português

A problemática da existência de um teatro português.


Existe um teatro Português?
Esta interrogação sobre a existência de um autêntico teatro português vem de longe, entendendo-se este como forma de expressão artística e não apenas literária, com características próprias e com o objectivo de elevar a identidade nacional.

Sobre esta temática pronouciaram-se Garret afirmando estar preocupado com a "esterilidade dramática", mas também Eça de Queirós num artigo de As Farpas que parecia responder afirmativamente à pergunta levantada anos atrás ao seu compatriota. Aliás para Eça " o português não tem génio dramático, nunca o teve mesmo entre as gerações literárias passadas, hoje clássicas", esquecendo deste modo nomes como Gil Vicente, António José da Silva.
A opinião de Fialho de Almeida, corroborava as anteriores, dizendo que salvo Gil Vicente nenhum outro dramaturgo português alcançou a universalidade de um Camões, um Eça, um Pessoa, o que parece revelar uma fraqueza congénita do povo português para a criação teatral.

Para conseguir retirar alguma conclusão verosímil será necessário conjugar a especifidade do teatro como categoria estética e os contextos históricos onde se tenta desenvolver. E dúvida que deste enquadramento se depreende a natureza do teatro enquanto ligada directamente a factores sociais, económicos, políticos, dependendo as condições cénias da presença de uma comunidade de sentimentos e opiniões de consciências, o que já por si é dificil de encontrar. A juntar a esta dificuldade ainda é necessário acrescentar o temperamento português individualista e avesso às grandes empresas colectivas, sendo a epopeia dos Descobrimentos possivelmente a única excepção, pois pressupôs uma conjugação ordenada de esforços, o que também se deveria reflectir no teatro.

Talvez o problema do teatro nacional mexa com toda a estrutura da sociedade portuguesa. Sem dúvida que só intervalarmente o teatro surgiu e sempre com uma faceta comunitária, foi o caso de Gil Vicente que surgiu na corte Quinhentista do rei D.Manuel e plena expansão maíritima e posteriormente, três séculos mais tarde, Almeida Garrett durante a restauração romântica e liberal.

De notar que nestes períodos a acção repressiva das instituições vigentes encontrava-se atenuada. Ainda assim, muitos foram os ensaístas, poetas ou romancistas que se serviram desta categoria literária, embora descontinuamente, ora aberto à gargalhada, ora fechada à dolorosa tragédia, memória e testemunho da vivência colectiva de um povo cuja identidade se procura exprimir através de uma linguagem própria, e sem a qual se criaria uma imagem desfocada da cultura portuguesa.

in http://www.underportugal.com/oteatro/htp01.asp

Teatro Português - Laura Alves - A Menina Feia

Teatro Português - Laura Alves

CARMEN DOLORES

CARMEN DOLORES

Nasceu em Lisboa 22 de Abril de 1924
Deu-se a conhecer aos 14 anos através da rádio. Estreia-se no cinema aos 19 anos como protagonista do "AMOR DE PERDIÇÃO", seguiu-se a "VIZINHA DO LADO" e muitos mais.
No teatro aparece em 1945 na companhia "Os Comediantes de Lisboa" interpretando muitos e diferentes papeis
Casou em 1947.Passou para o Teatro D. Maria em 1951
Desempenhou aí inumeros personagem de autores consagrados como Dostoievski, Strindberg, Jos´Cardoso Pires, etc.
Aparece esporádicamente na televisão sempre em grandes intrepertaçõe, estas sempre lhe grangearam o apreço unânime da ctrítica, recebendo muitíssimos prémios e em 2004 foi agraciada com a Ordem do Infante D. Henrique no grau Grande Oficial atribuído pelo Presidente da República Jorge Sampaio.

Teatro Portugês - Laura Alves

Laura Alves Magno (Lisboa, 8 de Setembro de 1927 - Lisboa, 6 de Maio de 1986) foi uma actriz de teatro, televisão, e cinema, portuguesa.
Laura Alves nasceu no número 638 da Rua de São Bento de Lisboa. Foi actriz portuguesa conceituada, vendo o seu talento reconhecido além-fronteiras.
Frequentou aulas de dança no Conservatório Nacional, Trabalhou muitos anos no Teatro Monumental em Lisboa, onde se iniciou aos nove anos de idade. Após a demolição do teatro ia frequentemente sentar-se junto aos escombros só para estar naquele lugar onde tinha trabalhado tanto.
Estudou na Escola Industrial Machado de Castro. Actriz teatral desde 1935. Frequentou o curso de Dança do Conservatório Nacional. Alcançou sucesso em palco, nos diversos géneros: revista, opereta, comédia e drama, sobretudo no Teatro Monumental (1951). Retirou-se em 1982.
Foi casada com Vasco Morgado (1946) e Frederico Valério.
Em 1986 foi homenageda como o filme Laura Alves, Evocação de uma actriz. Em 2001, foi homenageada no Teatro Politeama.
Era casada com o empresário teatral Vasco Morgado e mãe de Vasco Morgado, Jr..
In: Wikipedia

Ivone Silva




Ivone Silva

Actriz portuguesa, Maria Ivone da Silva Nunes Viana nasceu a 24 de Abril de 1935, em Paio Mendes, perto de Ferreira do Zêzere. Filha de José António da Silva, actor de cinema mudo, pertencia a uma família bastante numerosa - 13 irmãos, entre os quais a também actriz Linda Silva. Ivone Silva, aos 10 anos, após a morte do pai, ingressa no colégio até terminar a escolaridade mínima. Aos 13 anos, começa a trabalhar como costureira e, posteriormente, como empregada do comércio, actividades para as quais não sentia a mínima vocação. Na década de cinquenta, com 16 anos, Ivone Silva emigra para Paris, onde trabalhou dez anos, tendo regressado a Portugal, em 1963. Seguindo o conselho de amigos próximos, que insistiam na sua vocação natural, o teatro, Ivone decide não voltar para Paris e ingressa no teatro de revista como "discípula" do empresário teatral José Miguel. Nesse mesmo ano, estreou-se no teatro ABC com a peça Vamos à Festa. Posteriormente, a actriz entrou em Gente Nova em Biquini, considerado o seu trabalho de revelação. O êxito e reconhecimento popular eram já uma realidade.
Ivone Silva recebeu em 1966 o Prémio de Imprensa para a Melhor Actriz de Teatro Ligeiro e, nesse mesmo ano, o Prémio Estevão Amarante, repartido com o seu colega José Viana. Na revista seguinte, Chapéu Alto, Ivone Silva foi já cabeça de cartaz. Embora com incursões noutros espaços e géneros teatrais, foi no Parque Mayer e na revista que Ivone Silva impôs o seu perfil de intérprete. Na sua carreira destacam-se, entre muitos outros trabalhos, Lábios Pintados (1963), Ai Venham Vê-las (1964), Ó Zé Aperta o Cinto (1971), Pronto a Despir (1972), Uma no Cravo, Outra na Ditadura (1974), Para trás Mija a Burra (1975), O Bombo da Festa (1976), Feliz Natal, Avozinha e Oração (1979), Andorra (1980), Não Há Nada Para Ninguém (1981) e, por último, Não Batam Mais no Zezinho (1985). No cinema, Ivone Silva participou em O Destino Marca a Hora (1969), de Henrique Campos, e A Maluquinha de Arroios (1970), do mesmo realizador. Na televisão, a actriz desenvolveu, com maior repercussão, trabalhos como Sabadabadu (1981), um programa várias vezes premiado, da autoria de César de Oliveira, em que Ivone fazia inesquecíveis duetos cómicos com o actor Camilo de Oliveira, A Feira (1978), do mesmo autor, Ivone Faz Tudo (1979) e Ponto e Vírgula (1984). Em Dezembro de 1986, Ivone Silva interrompeu o seu trabalho na revista Isto é Maria Vitória, devido a problemas de saúde. Em Abril de 1987, abandonou o elenco da revista Cá Estão Eles e foi internada no Hospital de Oncologia. Ivone Silva morreu a 20 de Novembro de 1987, em Lisboa.

O Teatro Português e o 25 de Abril : uma Historia ainda por contar

Instituto Camões

Revista de Letras e Culturas Lusófonas

Número 5 · Abril-Junho de 1999

O Teatro Português e o 25 de Abril: uma História ainda por contar
Eugénia Vasques

A Revolução de 25 de Abril de 1974 representa o início de uma nova era no Teatro português, depauperado por 40 anos de obscurantismo e Censura. Nos anos imediatos à revolução foi um teatro à procura de um diálogo com o seu tempo. O realismo social estava na ordem do dia, ligado à tomada de posições políticas; mas paralelamente era também um espectáculo à procura de um público, e de um modelo de criação.
A proliferação de grupos de teatro independente característica destes anos, permite ao teatro português consolidar a sua posição no meio artístico, através de uma grande diversidade de estéticas e de públicos. «Estas novas entidades congregavam, maioritariamente, jovens profissionais, alunos oriundos do novo Conservatório, actores do teatro universitário ou jovens saídos de cursos ministrados por convidados estrangeiros que então visitaram Portugal. A estas estruturas(...) se ficaria a dever, em grande parte, a abertura de novos percursos no teatro, a afirmação de diversificados repertórios ou a procura de conceitos diferenciados (...) de direcção e encenação.»
A partir de meados dos anos 80, começam-se a esboçar noções como a de marketing cultural, gestão teatral, e «artes performativas». Assiste-se à redefinição do panorama teatral, caracterizada pela institucionalização da segunda geração de independentes, e ao aparecimento de uma novíssima geração de rebeldes, que embora muito diferentes entre si, têm em comum um teatro assente na palavra, na encenação, e na imagem e carisma do actor.
A partir da década de 90 o teatro português vê alargar o seu espectro de criadores. Surgem novas estéticas, muito ligadas à multiplicação dos Festivais de Teatro, e aos contactos com companhias estrangeiras convidadas.


©2008 Instituto Camões

Maria do Céu Guerra

Maria do Céu Guerra foi a homenageada do MIT 2008

Foi quiçá o ponto alto deste 11º MIT, o momento em que Ermesinde prestou homenagem a uma das maiores divas do teatro português de todos os tempos. Maria do Céu Guerra, um nome que, como foi por diversas vezes dito ao longo da noite do passado dia 27, dispensa apresentações. Nascida em Lisboa, em 1943, entrou para as lides teatrais quando ainda frequentava o curso de Filologia Românica, na Faculdade de Letras de Lisboa, corria o ano de 1963. Esta sua primeira incursão deu-se no Grupo Cénico com a peça “Assembleia ou Partida”. A paixão pela arte foi escalando montanhas e de lá para cá foram dezenas os trabalhos em que Maria do Céu Guerra participou. Com o passar dos anos tornou-se numa das actrizes de eleição do panorama teatral nacional, tendo estendido o seu talento ao cinema e à televisão. Em 1975 foi uma das fundadoras do grupo “A Barraca” onde tem desenvolvido a sua actividade, quer como actriz quer como encenadora. Ermesinde pôde testemunhar ao vivo o porquê de Maria do Céu Guerra ser uma actriz tão aclamada em Portugal e no estrangeiro, com a exibição da peça “O Pranto de Maria Parda”. A actriz esteve soberba nesta peça de Gil Vicente que retrata uma pobre e velha mulher sucumbida ao poder do álcool numa época em que a fome assolava o país. Quando a carência de alimentos já se tornou habital, a bêbeda de cor negra consola-se com mais “uma litrada”... Neste monólogo a actriz colocou em palco todo o seu talento, conseguindo arrancar ora gargalhadas ora um profundo silêncio introspectivo, deixando o público que lotava o recinto cultural ermesindense absolutamente rendido à sua performance. Diga-se ainda, como curiosidade, que esta peça deu à actriz, em 1992, o Prémio UNESCO do Festival de Artes Cénicas da Expo’92, em Sevilha. Posteriormente à peça foi exibido um vídeo-documentário conduzido pelo director do ENTREtanto Teatro, Júnior Sampaio, que percorreu de lés-a-lés toda a carreira da actriz. Nele estiveram contidos diversos depoimentos de familiares, amigos e colegas definindo Maria do Céu Guerra como actriz, amiga e mãe. No final a sala aplaudiu de pé esta grande figura da cultura portuguesa.
Ficha Técnica:Texto: Gil Vicente;Encenação e Interpretação: Maria do Céu Guerra;Adereços: Vitor Sá Machado;Luz: Manuel Mendonça;Produção: Fábrica Teatro, França;Música Original: Carlos Bernardo;Cenografia: Fabrica Teatro e Maria Adélia;Duração: 50 minutos.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Casa Museu Carlos Relvas


Uma visita que recomendo,não só aos apaixonados por fotografia. A Casa e os Jardins envolventes são de grande beleza.