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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Ordem de Cristo e Convento de Tomar - Arquivos da Torre do Tombo (III)

Posted: 04 Feb 2009 12:15 AM PST

O primeiro mestre, Gil Martins do Outeiro, era mestre de Avis, tendo sido dispensado dos votos anteriores, e autorizado a professar na nova Ordem.

Em 1321, em Lisboa, nas casas que tinham pertencido à Ordem do Templo, fizeram-se os primeiros estatutos, confimados por D. Dinis, e, em 1326, foram elaborados os novos estatutos, confirmados por D. Afonso IV.

Seguiu-se o período de fixação no castelo de Castro Marim, que está relacionado com a missão de combate aos infiéis. Em 1357, a sede foi transferida para o Convento de Tomar.

Em 1407, por carta do mestre enviada aos almoxarifes e provedores das terras da Ordem de Cristo, foi ordenado que prestassem auxílio na demarcação das terras, herdades e possessões, bem como nas confrontações das mesmas e respectivos foros, registando-o em tombos, a depositar no Convento de Tomar.

De 1484 a 1521, D. Manuel, filho do infante D. Fernando e irmão do duque D. Diogo, regedores da Ordem de Cristo, governou a Ordem tomando medidas consideradas adequadas ao seu bom aproveitamento, sendo de referir o Capítulo Geral da Ordem de Cristo, de 14 de Outubro de 1503

in http://tomar-actual.net/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Convento Cristo em Tomar - Património mundial UNESCO

Sendo este monumento considerado património mundial pela UNESCO desde 1983, pode chegar ao ponto de ruir conforme a foto demonstra?!!!

Os Critérios para a consideração foram os seguintes:
C i: representativa de uma obra prima do génio criativo da humanidade

C vi: directa ou materialmente associado a acontecimentos ou tradições, ideias, crenças Critérios ou obras artísticas e literárias com um significado universal.

Justificação Relatório da 7ª sessão do Comité Breve Descrição Considerado património mundial pela UNESCO, desde Dezembro de 1983, o Convento da Ordem de Cristo e Castelo Templário, em Tomar, formam um conjunto monumental único no seu género: O Castelo foi fundado em 1160 por Dom Gualdim Pais, Mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal. Dentro das suas muralhas viveram as primeiras gentes de Tomar.


Podemos concluir:

Os séculos e a história de Portugal vão deixando, na arquitectura do Convento, testemunhos do tempo e dos homens que lidaram, bem ou mal, com os destinos da Pátria Portuguesa

Imagem in jornal Expresso dia 3 de Janeiro 2009

in UNESCO http://www.unesco.pt/

sábado, 10 de janeiro de 2009

CONVENTO DE CRISTO


CONVENTO DE CRISTO


Classificado como Património Mundial, foi sede da Ordem do Templo até 1314, e da Ordem de Cristo a partir de 1357. Consta de uma parte militar, o Castelo, fundado em 1160 por Gualdim Pais, dentro de cujas muralhas foram construídas as várias partes do Convento. Bem articuladas entre si, destacamos:

_ A Charola octogonal, raríssimo santuário de influência oriental, de fins do do século XII. Inicialmente fechada, foi rasgada, no ínicio do século XVI, por um amplo arco quebrado que a ligou à Igreja Manuelina, em que se destacam: as mágnificas janelas manuelinas ( especialmente a famosíssima " Janela do Capítulo"), o portal proto-renascentista, e a abóbada do coro alto.

_Os Paços do Infante área residencial, primeiro ocupada pelo Infante D. Henrique e, posteriormente, por membros da Casa Real, beneficiando assim de sucessivas obras. As intervenções arqueológicas efectuadas no espaço compreendido, entre a Charola e a Torre de Menagem, forneceram dados seguros e significativos da Thamara ou Tamarmá muçulmana: vestígios da madina (cidade). A madina com a sua alcazaba (alcáçova) era munida de um sisitema defensivo, donde identificamos um troço de muralha (serve de suporte ao lastro à fachada dos Paços Antigos ou Paços Mestrais ( Séc.XV) e Paços Novos (Séc.XVI), vestígos de torre exterior ou albarrã, para além de estruturas destinadas a habitação e defesa do reduto militar ( Sécs.VIII/IX-2ª metade do Séc.XII). A culutura material exumada, do que ainda se conserva dos Paços Mestrais, sugere para a sua constução uma data próxima do ano em que o Infante D. Henrique, governador da Ordem de Cristo, passou a viver em Tomar, a partir de 1417.

_ Os oito Claustros, construídos nos séc.XV e XVI, sendo de destacar o Claustro da Hospedaria, da Primeira Renascença, e o Claustro Principal, já do Renascimento Final, ao gosto maneirista.

_A Casa do Capítulo Incompleta, o Refeitório, a Capela do Cruzeiro, as Salas das Cortes e a Sacristia Filipina, todas elas construções admiráveis, do séc.XVI ao XVII.

Faz parte do recheio do Convento riquíssimo acervo de pinturas, muitas em restauro há vários anos.

Nomes grandes da História da Arte aqui trabalharam: arquitectos como Fernão Gonçalves, Diogo de Arruda, João de Castlho. Diogo de Torralva, Filipe Terzi e Pedro Fernandes Torres, escultores como Olivier de Gand e Fernão Muñoz, pintores como Gregório Lopes, Jorge Afonso e Domingos Vieira Serrão, aqui deixaram a sua marca, embora muitas obras tenham desaparecido devido à incúria ou puro vandalismo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Património da Humanidade - Tomar, Batalha, Alcobaça e Lisboa com candidatura comum

05 Nov 2008 07:57 AM CST

Os municípios de Tomar, Batalha, Alcobaça e Lisboa entregaram uma candidatura a fundos comunitários com o objectivo de levar mais visitantes aos seus monumentos Património da Humanidade, disse o autarca tomarense.

O objectivo é criar uma rota pelo património classificado pela UNESCO que envolva os mosteiros dos Jerónimos, Batalha, Alcobaça e o Convento de Cristo.

O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Côrvelo de Sousa, disse que a candidatura, no valor de dez milhões de euros, visa melhorar o espaço em volta dos monumentos e promover uma gestão em rede que permita levar a que quem visita um dos mosteiros seja cativado a visitar os outros, bem como a que os operadores turísticos incluam os quatro municípios nas suas rotas.

Para o autarca, os monumentos de Tomar, Batalha e Alcobaça, geograficamente próximos, podem beneficiar do grande afluxo de turistas que visitam os Jerónimos, em Lisboa, bem como dos milhares de peregrinos que se deslocam a Fátima, pelo que também aí haverá divulgação.

A candidatura à medida “Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação”, do QREN, “está para análise”, afirmou Côrvelo de Sousa, salientando a importância da conclusão do Itinerário Complementar 9 (IC9) na ligação entre as três cidades, “próximas mas afastadas em termos de tempo” devido aos actuais acessos, e entre estas e Lisboa, através da A1.

Além do arranjo exterior dos monumentos, os municípios envolvidos propõem-se realizar actividades conjuntas e acções de promoção e divulgação, disse, sublinhando que “é um Mundo grande a desbravar”.

Público, 05.11.2008