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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mais quadras da Nazaré Saintauran

Celeste, nossa querida professora
da universidade sénior
dedicada e atenciosa
tudo que nos ensina é com amor

Colegas da turma zero(O)
as férias vão começar
esquecer-vos eu não quero
continuamos a comunicar!


Nazaré Saintauran
Turma O

terça-feira, 9 de junho de 2009

Quadras de Salete Sales Henriques, Turma O

Santo António casamenteiro
Meu Santinho popular
O meu amor primeiro
No teu dia fui encontrar

Estou na Universidade
Para mais aprender
Criam-se mais amizades
E como é bom conviver!

Salete Sales Henriques
Turma O

Quadras de Jean-Pierre, Turma O

Com tua mão presa à minha
fui à fonte e não bebi
estranha sede que tinha
era só sede de ti

Não mandes beijos de amor
beijar é face com face
a água tem mais sabor
junto da fonte onde nasce

Minha santa Nazaré
amor do meu coração
se me deixares agora
morreria de paixão

Eu Jean Pierre, francês
quis frequentar a universidade
mas nunca imaginei
que ia ter tanta dificuldade

Na universidade sénior
eu gosto da diversidade
encontrei mais estrangeiros
e gente de toda a idade.

Quadras da Nazaré Saintauran, Turma O

Ó meu rico Jean Pierre
em Paris te conheci
se me deixares agora
o que seria de mim

És minha fonte de vida
onde eu sempre quis beber
andava a água perdida
e eu de sede a morrer

Eu sou a fonte vadia
Jean-Pierre vagabundo
que mata a sede à folia
da maior noite do mundo

Na terceira idade eu pensei
frequentar a universidade
mas quase desesperei
porque esqueci minha idade

A Universidade Sénior
é bastante interessante
e é com muito amor
pois o que aprendo, é relevante

Nazaré Saintauran
Turma O

sábado, 6 de junho de 2009

SANTOS POPULARES

Ser sénior é ter idade
Santo António é velhinho
Quem será da Universidade
A ganhar o cafezinho

Sou sénior já velhote
E nisso tenho vaidade
Acreditem não é dichote
Adoro a Universidade

S.João virou tripeiro
O sénior tem maturidade
Parabéns ao primeiro
Da nossa universidade

Santo António de Lisboa
Padroeiro da cidade
Ser sénior é coisa boa
Na nossa universidade

É tanta a minha ansiedade
Santo António meu Santinho
Ser eu na universidade
A ganhar o cafezinho

Por Mário Silva
Turma o

terça-feira, 10 de março de 2009

Cães de água


Eis o retrato fiel da minha MINA que me acompanhou durante bastantes anos, já morreu e tenho boas recordações dela

quinta-feira, 5 de março de 2009

CATARINA EUFÉMIA

CANTAR ALENTEJANO Vicente Campinas*

Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizão a viu morrer
Ceifeiras na manhã fria
Flores na campa lhe vão pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou
Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou
Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou
Aquela pomba tão branca
Todos a querem p’ra si
Ó Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti
Aquela andorinha negra
Bate as asas p’ra voar
Ó Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar

* Este poema foi musicado por José Afonso, no álbum «Cantigas de Maio», editado no Natal de 1971