OLIVENÇA-CONTINUAÇÃO
Os acontecimentos que originaram a discórdia remontam a 29 de Janeiro de 1801, quando a França-que então disputava com a Grã Bretanha o papel de "super potência" mundial- assinou um tratado com a Espanha para a invasão de Portugal. Pretendia Napoleão que Portugal, na altura aliado da Grã Bretanha, fechasse os seus portos aos navios britânicos. Menos de um mês depois, a 27 de Fevereiro, Espanha declarou guerra a Portugal, acabando por violar a fronteira do Alentejo e ocupar Olivença e Jerumenha a 20 de Maio.
Derrotado pela ofensiva espanhola, D. João VI assinou o tratado de Badajoz, que determinava: "Haverá paz, amizade e boa correspondência" entre os dois países. E pelo qual Portugal fechava os portos aos navios e cedia Olivença a Espanha. O acordo continha, no entanto, uma cláusula segundo a qual a violação de qualquer dos seus artigos implicava a sua anulação. E é precisamente esta cláusula que está na origem de reivindicação portuguesa de que o convénio de Badajoz é nulo, já que Espanha o terá violado ao assinar com a França, a 27 de Outubro de 1807, um novo tratado - o de Fontainbleau - para invasão do território português e sua divisão entre espanhóis e franceses. Com base neste último tratado, no mês seguinte tropas espanholas e francesas iniciam a evasão de Portugal, forçando a família real a refugiar-se no Brasil - o que constituiu, segundo a posição portuguesa, mais um acto que viola o Tratado de Badajoz, e consequentemente o anula.
continuação no próximo capítulo
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